domingo, 23 de novembro de 2008

Por uma Tamira em fúria.

Vontade de escrever eu tenho. Tempo, até que ultimamente- e incrivelmente- também. Mas o que é que está faltando para eu voltar a escrever com frequência? Esse blog não era para ser levado à sério, eu não sou pra ser levada tão á serio. Não sei exatamente porquê eu acho que acabei estabelecendo novos critérios para os registros virtuais. Não que eu tenha a pretensão de escrever qualquer coisa boa, mas eu quero escrever alguma coisa que valha a pena eu ler no futuro. Que seja um desabafo, uma descoberta, sei lá. Talvez a minha cabeça esteja serena demais pro caos a que estava habituada e que era o motor da escrevência. Os posts antigos que eu mais gosto de reler são os que foram escritos nos momentos mais difíceis, os que demonstram uma inquietação.. (Engraçado até isso, eu não tinha reperado antes como os posts antigos são tão diferentes uns dos outros e tão mal pontuados, todos. Eu espero que isso seja um estilo, e no mais, fodam-se as vírgulas.).
Eu acho mesmo que o que move a vida é caos. Nunca ví nada que preste acontecer sem uma desestabilização anterior, sem um momento de falta de controle. Para toda re-ordem tem que haver um desordem anterior, isso não é logico?
Então, ultimamente está tudo em ordem... E sim, eu sei que é uma palhaçada reclamar da ordem na minha vida visto que a maioria dos meus dias se destinaram a tentar alcançar alguma plenitude de estado mental, algum momento em que eu estivesse realmente calma.
Consegui. e daí? É preciso aceitar que a calma é prejudicial o meu blog. E talvez para a movimentação da vida.
É chato estar satisfeita. É como ser a mocinha da novela das oito: é bonitinho, socialmente aceito, uma situação cheia de perfeição. E chatice. De que adianta ser a Ana Paula Arósio em Terra Nostra se o núcleo de comédia da novela ou o que toca em tabus socias- tipo os gays, o clonado... - vão ser sempre os mais lembrados?
Não que não esteja acontecendo nada, e é bom deixar claro: estou viva e tals. Estou apenas refletindo que acho que meu olhar sobre o mundo se acalmou. Antes eu pensava que eu conseguia olhar para as coisas de todo dia e ainda reparar, e me surpreender. Isso valhe a pena escrever.
Ultimamente eu tenho passado pelas coisas, passado bem. Talvez esteja na hora de eu aprender a escrever sobre silêncio, ou movimentar uma auto campanha pelo retorno do caos.

3 comentários:

Chico disse...

Oi Tamira, aqui é o Chico de Ouro Preto, tudo bom?

então, gostei mto de algumas coisa que li no teu blog e isso aqui é bem verdade:
"Para toda re-ordem tem que haver um desordem anterior"

engraçado que to passando por um momento exatamente ao contrário a isso... mta maluquice e procurando um pouco de ordem...

se quiser, me visita:
http://chicones.blogspot.com/

beijão

eumesma disse...

é tipo uma teoria do caos. a sua calmaria pode significar um furacão pra outra pessoa. tudo bem que essa pessoa não sou eu, mas quem sabe essa calmaria barra loucura da minha vida seja também, uma calmaria/loucura/etc/etc de alguma outra pessoa? ou de várias pessoas, com seus sentimentos misturados, assim, transpostos... dentro de mim?


acho que viajei demais. anyway. amo você.

João Marcelo Emediato disse...

Tamira.

hahahah depois daquele e-mail rapido e absolutamente eficaz, este post-colirio&massagem-nas-costas. eu descubro assim que te amo e que nao tinha outra opcao na vida se nao trombar com voce e virar BFF.
estou passando por uma jornada interior digna de livrinhos infantis. quero voltar pro meu mundo habitual e aplicar as coisas que to aprendendo aqui sobre mim mesmo, quero ver quem eu vou ser quando voltar.
mas uma coisa que esta ocupando os meus dias e ironicamente me provocando muito stress, sao as meditacoes diarias. ta certo que nao medito TODO DIa, mas tento. pra mim isso ja 'e valido o bastante. estou fazendo parte de um programa de meditacao ai. trem de doido. tenho que achar tempo pra meditar todo dia.
muitas das coisas que vc estava falando nesse post se aplicam aqui.
agora eu me desorientei um pouco, ia fazer um comentario mais objetivo, mas no final das contas
DEU SAUDADE, DE APERTAR O PEITO. que saco. tata QUERO PARAR COM ISSO AQUI, quero voltar, quero papinhos e conforto negro de tamira.

um beijo