Esse fim de semana eu não me diverti. Na verdade eu até tentei sair, mas, visto meu cansaço eu não consegui aproveitar nada. Eu até assisti filmes, li algumas coisas, mas nada que me entretece suficientemente. Esse tipo de masturbação mental não me faz bem. Entretenimento solitário vai me machucando. Não é diversão. Eu sinto dores no peito, nos ossos. Eu não dou conta de tantos pensamentos, é muita energia meu Deus.. As frases acabam se atropelando na minha cabeça eu vou ficando fisicamente fria, as mãos, as pernas, os pés, tudo diagnosticado numa expressão de dor muito esquisita. É muita energia, meu Deus.
Ando escrevendo coisas que eu não deveria escrever. Eu só falo o que posso ouvir. A falta de coerência gera falta de coragem de dizer, então eu vomito frases no papel. Escrevo e jogo fora, pra não ter que ler depois. Aí vem a sensação de que eu estou ficando doida. de novo. E medo. Até domingo, tudo normal; Eu estava adorando ficar sozinha de verdade. Sábado chuvoso e eu, no escuro, só a luz azul do som que tocava uma coisa que dava muita vontade de dançar. Se não estivesse tão cansada eu dançaria. Em pensamento eu dancei. Domingo, a casa em silêncio total, eu amando ouvir o ruído da geladeira ao invés do Faustão. Refeição de domingo á noite? Torradas com molho rosé e chá de camomila. E silêncio. Deleite. Mas veio a segunda feira e eu percebi que não me diverti, mas continuo cansada. Realmente não entendo como alguém pode ser tão dependente do convívio social.
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4 comentários:
Nem de longe seu melhor texto.
Mas já deu um caldo e uma vontade de acabar com essa solidão!
É por isso que a gente compensa tudo no fim de semana seguinte.
Problema do seu "convívio social" é que ele é vazio.
Larga essas pessoas e... e... ah.
meu deus, acho que recebi um xingo anônimo.
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