domingo, 20 de setembro de 2009

Esse blog morreu.

Desculpe, acontece.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

silêncio

Tantas coisas acumuladas para serem ditas que acabei sem tempo, ou sem ter como dizer.
Por enquanto, prefiro copiar quem sabe falar melhor que eu - no caso, Cacaso:

"O meu amor e eu
nascemos um para o outro
agora só falta quem nos apresente".

Quando um burro fala o outro abaixa a orelha.

segunda-feira, 30 de março de 2009

enquanto eu deveria estar trabalhando.

Eu adoro ditos populares. São conselhos que perduraram durante gerações e gerações, logo, são tesouros, sabedorias universais das sociedades. Adoro todos os ditos populares exceto o que diz que " se conselho fosse bom ninguém dava, vendia".
Conselho meio burro esse, com certeza é de um macaco velho que já cansou de por a mão na cumbuca.
Em primeiro lugar, MUITA GENTE vende conselho, a começar pelas "Vovó Naná - trago seu amor em três dias" a ir terminando lá pelos Antônio Roberto ou Ana Maria Braga da vida. Em segundo, conselhos podem ser muito bons sim! Eu adoro receber e adoro dar conselhos. Inclusive, sem falsa modéstia, eu acho que sou muito boa nisso. E que eu me lembre, eu só dei um conselho ruim na vida.
OK, foi pesadamente ruim. A pessoa até hoje sofre as consequências, mas assim, foi com muito boa intenção.
OK, eu concordo que de boas intenções o inferno está cheio, mas eu nunca fui muito de chorar o leite derramado. Todo conselheiro deve deixar muito claro para o aconselhado que "sua cabeça é seu guia". Além do mais, quem está na chuva é para se molhar, conselheiro não deve ter dor de consciência, afinal, apenas manifestou uma perspectiva pessoal que é sempre válida desde que requisitada pelo outro.
Enfim, se eu pudesse escolher um dito popular para ser meu, eu queria ser um nobre, do tipo "quem dá aos pobres empresta á Deus", mas eu faço tanto uso do "está no inferno abraça o capeta" que de longe, eu sou muito mais o "faça o que eu digo, não faça o que eu faço".

segunda-feira, 23 de março de 2009

medo

Esse fim de semana eu não me diverti. Na verdade eu até tentei sair, mas, visto meu cansaço eu não consegui aproveitar nada. Eu até assisti filmes, li algumas coisas, mas nada que me entretece suficientemente. Esse tipo de masturbação mental não me faz bem. Entretenimento solitário vai me machucando. Não é diversão. Eu sinto dores no peito, nos ossos. Eu não dou conta de tantos pensamentos, é muita energia meu Deus.. As frases acabam se atropelando na minha cabeça eu vou ficando fisicamente fria, as mãos, as pernas, os pés, tudo diagnosticado numa expressão de dor muito esquisita. É muita energia, meu Deus.
Ando escrevendo coisas que eu não deveria escrever. Eu só falo o que posso ouvir. A falta de coerência gera falta de coragem de dizer, então eu vomito frases no papel. Escrevo e jogo fora, pra não ter que ler depois. Aí vem a sensação de que eu estou ficando doida. de novo. E medo. Até domingo, tudo normal; Eu estava adorando ficar sozinha de verdade. Sábado chuvoso e eu, no escuro, só a luz azul do som que tocava uma coisa que dava muita vontade de dançar. Se não estivesse tão cansada eu dançaria. Em pensamento eu dancei. Domingo, a casa em silêncio total, eu amando ouvir o ruído da geladeira ao invés do Faustão. Refeição de domingo á noite? Torradas com molho rosé e chá de camomila. E silêncio. Deleite. Mas veio a segunda feira e eu percebi que não me diverti, mas continuo cansada. Realmente não entendo como alguém pode ser tão dependente do convívio social.

quinta-feira, 12 de março de 2009

previsível.

Livro: Canalha, de Fabrício Carpinejar.
Livro de pequenos contos; histórias quase sempre ruins contadas por palavras muito boas. Tem a baranguice do amor e a coragem do flerte deslavado. Tem dessas frases curtas que fazem a gente conhecer a respiração do autor. Algumas objetivaçãos subjetivas ( do tipo "imaginação hidrata") são tão boas que a boca se voluntaria a mexer mas quem rí mesmo é a boca do estômago.
Enfim, esse livro tem disputado os meus minutos de transporte coletivo público ( que bênção) com xeroxs acadêmicos. E eu nunca vi xeroxs tão bons de briga, esses têm o poder da supermitose.
Mas eu estou doida para acabar esse livro.
Então eu apelei praquela hora imediatamente antes do sono e, ao invés de ler o primeiro conto a partir de onde eu havia parado, eu abri o livro um pouco mais à frente , porque eu sempre tento caucular o quanto falta pro fim, abri aleatoriamente e lí o título ANSIEDADE.
Li esse primeiro.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Tamira Álvares Cabral.

Prazer, se você não sabe, eu sou a menina das listas.
E quando eu volto ao período letivo eu viro a menina das listas e das metas. Esse ano eu comecei como sempre: comprei uma agenda e ando anotando coisas que eu eu pretendo ler e ouvir... SDó que eu estou levando á sério.
Considerando que por um tempo eu vou trabalhar apresentando um programa em que eu deconheço 60 % das bandas "novas" que tocam, e que eu estabeleci uma meta literária de 50 livros para esse ano, essa lista tende a ficar doentia.
Acho que estou terceirizando minha hipocondria para outros setores da vida: constatei uma subnutrição do espírito e virei uma hiponcondríaca cultural.
E nessa brincadeira do "querolerouvirconhecer" surgiu uma surpresa boa: Jam da Silva. Que inclusive combina muito com o meu saudosismo pernambucano pós carnaval.
Aliás, finalmente eu entendi "decualé" do carnaval: é brincar de ser O QUE QUISER. Test drive de realismo fantástico na veia. "Um pesadelo feliz".

Mas enfim, ao que interessa: http://www.myspace.com/jamdasilva.
Em duas palvras? Uma delícia.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Blé

Escrevi em um e-mail "daqueles" recentemente: Sei lá, ando cheia das idéias.
Ando mesmo. Tão cheia, idéias tão novas, que não consigo dizer nada concreto a respeito delas. Vira e mexe eu sintetizo algumas frases pra escrever aqui no blog. Mas nunca consigo passar das frases, ainda não dá pra constituir um texto. Fato que é um pacotinho de idéias estimuladas por livros que ando lendo, filmes que assisti, um monte de vontade de novidades e riscos. (Coincidência ou algo profético: nesse pacote cultural , de um jeito ou de outro todo mundo acaba ficando pelado de algum jeito. heheee)
Agora eu entendo porque a igreja precisava tanto queimar os livros ateus. E eu desentendo quem concluiu que 21 anos é a idade do juízo. Com 21 anos inteiros de juízo eu acho que já batí a cota da maioria dos adultos que eu conheço, e mereço altas.
Não sei quanto isso vai durar. Não existe nenhuma promessa de nada aqui. Eu não prometo nada, mas espero muito. Espero inclusive que essa disposição dure, porque afinal de contas, eu tenho um âmago careta. Queria eu ter não só a cabeça mas as pernas da Leila Diniz e sair andando por onde eu quizesse.
Que irônico: Com a maioridade legal, a idade em que me responsabilizam pelos outros, nasceu em mim uma vontade doida de respeitar mais as minhas vontades. Pobre da geração de 70 que lutou tanto pra fazer uma sociedade que me permite sim, Tom Zé estava certo, legislar em causa própria. E o pior: eu não sou da galera da culpa.
Vai ver onde isso vai dar.
De qualquer forma, o dia amanheceu lindo hoje. E depois de tanta chuva,por hoje, é isso que interessa.